Edson Ramos de Siqueira
Queridos amigos, hoje iniciamos um capítulo importante para todos aqueles que querem entender o Espiritismo em todos os seus âmbitos e não apenas naquilo que os convém.
Allan Kardec e os Espíritos já nos atentavam para todos os aspectos desta vida diante da limitação de nosso conhecimento. A vida não se limita apenas onde nossos olhos podem ver ou nossa percepção pode sentir. Muitos são os caminhos e estes se entrelaçam e se explicam.
Devemos nos lembrar que o pensamento lógico é forte aliado em nosso estudo, é ele também que nos dá grande base para entender ou, pelo menos, tentar entender alguns pontos que são pouco ou quase nada mencionados em boa parte dos Centros Espíritas.
Acerca deste assunto, não podíamos deixar de estudar sobre a nossa alimentação. Em muitos lares espíritas, a dieta onívora (produtos de origem de outros animais – carne, ovos, leite etc – e vegetal) é comum. Poucos param para pensar sobre o que colocam em seus pratos.
Não faremos nenhum tipo de julgamento neste estudo – o que vai contra a filosofia espírita – nosso objetivo é apenas dar luz e conhecer um pouco mais sobre um assunto essencial quando falamos de Espiritismo e sua relação com os outros animais. Com muita humildade, convidamos todos ao estudo e sua reflexão.
“Até que enfim iremos comer comida de verdade!”, André Luiz dizia feliz e com certa empolgação, ao chegar à casa de Lísias, quando convidado para um almoço entre amigos.
André Luiz foi chamado de suicida quando no umbral por 8 anos (livro Nosso Lar). Ele não sabia do que se tratava. Em sua mente, ele não era um suicida.
– Mas por que André Luiz foi chamado de suicida? – perguntou uma das alunas do curso de Espiritismo.
– Porque ele era um suicida inconsciente. Todos nós somos suicidas incoscientes. Agredimos nosso corpo “físico” e, consequentemente, nós mesmos – nossos espíritos – respondia calmamente o professor -. André Luiz comia e bebia exageradamente, e também por isso, ia matando seu próprio corpo “físico”. Era seu próprio assassino.
Assim, todos nós, seres humanos, somos, de certa forma, suicidas inconscientes. “André Luiz era como um de nós”, falava o professor.
Enquando caminhamos em nossa trilha evolutiva, buscando o crescimento moral e espiritual, esquecemos, por muitas vezes, de diversos aspectos diretamente ligados ao nosso crescimento. A alimentação é um destes.
Na caminhada evolutiva, nós – espíritos –, cada vez mais, tornamo-nos mais sutis, isto é, mais leves, mais cheios de luz. Esta caminhada – e seu resultado – só será verdadeira quando enxergarmos nossas falhas, tentarmos corrigi-las e obtivermos algum sucesso.
Como pensar em sutilizar nosso espírito – evoluir – se, todos os dias, prejudicamos nosso espíritos com exageros e vícios?
Drogas ilícitas, raiva, inveja, impaciência, cigarros, bebidas alcoólicas, comida em exagero, carne. Sim, espiritualmente e para nossa saúde “física”, podemos dizer que a carne é uma droga, uma das piores que existe.
Nós, durante o dia, recebemos e perdemos energia. Devido ao nosso estágio evolutivo, na maioria das vezes, a diferença entre ganhar e perder é negativa. É como se calculássemos o saldo da energia que nos restou ao final do dia (energia captada – energia perdida = energia total armazenada).
As principais fontes de captação de energia são seis: luz solar, respiração, eletromagnetismo – solo -, energia cósmica, energia cósmica direta – chácara coronário – e ALIMENTAÇÃO.
Nossa evolução caminha com nossa maior percepção e captação de energia. Assim, uma pessoa, que está em uma caminhada exponencial rumo à sua evolução, capta energia muito mais eficientemente do que um irmão que ainda não encontrou a luz.
Neste sentido como poderemos falar de sutilização de nosso espírito se ainda nos alimentamos da carne de nossos irmãos?
Como pensar em saldo positivo de energia ao final do dia, se o que ingerimos e captamos via alimentação está carregado de energia negativa devido à dor e ao sofrimento?